100 RAZÕES PARA SEGUIR A JESUS – SÃO DOMINGOS DE GUSMÃO

100 RAZÕES PARA SEGUIR A JESUS – UM CONTRAPONTO AOS QUE DIZEM: SEM RAZÕES PARA SEGUIR A JESUS

Domingos nasceu no ano de 1170 em uma pequena vila chamada de Caleruega, na Velha Castela, atual Espanha. Sua família era nobre e muito religiosa. Seu pai chamava-se Félix de Gusmão. Sua mãe, Joana d’Aza, foi beatificada. Tinha dois irmãos: Antônio – que se tornou sacerdote – e Manes que também foi beatificado. O nome de Domingos foi uma homenagem da sua mãe ao Santo Abade Domingos de Silos.
Domingos tornou-se um jovem dedicado aos estudos, mas nunca abandonou a caridade. Tendo concluído seus estudos em Calência, vendeu os objetos do seu quarto – até mesmo os pergaminhos usados nos estudos que custavam muito caro – a fim de reunir algum dinheiro para alimentar os pobres e os doentes.
Sentindo-se chamado ao sacerdócio, foi ordenado aos 24 anos e enviado à diocese de Osma sendo membro da comunidade dos Cônegos. Destacou-se pelas capacidades intelectuais e pela competência. Não demorou a ser convidado pelo rei Afonso VII para auxiliá-lo em tarefas diplomáticas e representar a Santa Sé em algumas missões.
Certa vez, Domingos acompanhava seu bispo Diogo numa missão diplomática ao norte da Europa, quando teve o primeiro contato com os hereges do sul da França. Naquela região viu a terrível realidade do abandono da fé pelo povo cristão. Haviam ali grupos de pregadores hereges chamados ‘Cátaros’, que com palavra eloquente e com exemplos de uma vida inspirada no Evangelho, disseminavam doutrinas contrárias ao próprio Evangelho. O povo cristão tinha sede da Palavra de Deus e, em grande parte, encontrava-se farto e indignado com os maus exemplos do clero. Nestas circunstâncias, muitos cristãos sentiam-se mais atraídos e eram mais influenciados pelo testemunho dos hereges do que pelo testemunho dos sacerdotes.
Dedicando-se durante dez anos de trabalhos árduos em uma missão que às vezes parecia estéril, Domingos reconheceu que era preciso voltar ao Evangelho, voltar ao modo de viver e de evangelizar da comunidade dos Apóstolos. Renovar a vida e a missão dos Apóstolos foi o ideal que se apoderou de todo o seu ser, transformando o jovem cônego de Osma, no humilde frei Domingos, que vivia de esmola e ia pregando o Evangelho a todos, fazendo-se próximo e amigo de todos, sobretudo dos mais pobres. Em pouco tempo ao redor de Domingos formou-se uma comunidade de discípulos e colaboradores.
No ano de 1207, Domingos fundou um mosteiro feminino. Conta-se que foi justamente na igreja deste convento que Nossa Senhora apareceu a ele pedindo que difundisse a devoção do rosário para conversão dos hereges e salvação dos fiéis. Em 1215, o bispo Fulco de Toulouse confiou a Domingos e à sua comunidade a tarefa da pregação itinerante dentro dos limites de sua diocese. No mesmo ano, Domingos participou, junto com o bispo Fulco, no IV Concílio de Latrão. Os Padres do Conciliares reconheceram a urgência de intensificar a pregação em meio ao povo.  Para isso estabeleceram que em cada diocese se escolhessem sacerdotes de vida realmente evangélica que, ficando livres de outros compromissos pastorais, pudessem se dedicar exclusivamente à pregação. Era justamente esse o desejo de Domingos.
Em 1216 o santo Frade obteve do próprio Papa, para sua Comunidade de irmãos, o reconhecimento oficial e o título de “Ordem dos Pregadores”.  Com amor de pai Domingos guiou nos cinco primeiros anos os passos da obra gerada para a Igreja em seu coração: a Ordem dos Pregadores. Dedicou-se a ela até o dia em que partiu para o encontro do Senhor no dia 6 de agosto de 1221. Foi canonizado no ano de 1234 por Gregório IX.
O testemunho deixado por Domingos foi de profunda configuração ao Evangelho, seguimento fiel dos passos de Jesus e serviço generoso aos irmãos. A herança espiritual deixada por Domingos alcançou a muitos e deu origem à imensa família dominicana.

Este fiel discípulo de Cristo nos dá mais três razões para seguirmos Jesus:

  • Devemos seguir Jesus porque o mundo está desacreditado e espera o testemunho autêntico e eloquente dos discípulos de Jesus para recobrar a esperança e voltar a crer. Há muitos irmãos que esperam ver Jesus encarnado em nossas vidas para que possam conhece-lO e segui-lO.
  • Devemos seguir Jesus porque é simples segui-lO. Basta imitá-lO sendo pobre e livre.
  • Diversas pessoas que nos cercam estão ‘cheias de palavras vãs’ e permanecem com a alma e o coração vazios. Escrevem, leem e escutam centenas de palavras a cada dia com o olhar colado em seus telefones celulares, mas não conhecem a única Palavra, o Verbo capaz de lhes dar a graça da plenitude da vida e do amor. Devemos seguir Jesus para anuncia-lO.
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Ludmila Rocha Dorella

Responsável geral da comunidade. Consagrada da comunidade de vida e celibatária.