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21 de março de 2017

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Da esquerda para a direita: Faruk, Adérito e Benjamim.

19 de março, terceiro domingo da quaresma.

Eis o testemunho da Ammá Ludmila para esse dia:

“Hoje participei da missa pela manhã na Matriz de Santa Josefina Bakhita. Gostaria de partilhar a experiência. Choveu muito hoje de manhã e isto dificultou a participação de das pessoas. Ainda assim, muitos vieram, sobretudo as ‘laristas’ (são chamadas assim as meninas que moram no lar oferecido pelas irmãs de São João Batista). Duas coisas me emocionaram muito: a primeira foi o capricho com que estas pessoas simples vieram para a missa. As mulheres com lenços nas cabeças na maioria das vezes com as mesmas estampas de suas capulanas. Alguns homens até de paletó. Percebia-se com clareza que de fato era o grande Dia do Senhor. Outra coisa que particularmente me emociona é o canto. Na quaresma, não há batuques. Para os cantores, não há microfones, mas nem é preciso. Primeira, segunda e terceira voz, canto e contracanto… as vozes vão se misturando e se elevando em uma maravilhosa glorificação d’Aquele que é o Senhor do Dia! Agradeço a Deus pela graça e alegria de celebrar junto a estes irmãos neste dia!

Da esquerda para a direita: Faruk, Adérito e Benjamim.

Como a cozinheira não trabalha nos domingos, me responsabilizei pelo almoço e pelo jantar. Minhas companhias foram os seminaristas Faruk, Adérito e Benjamim. Entre uma conversa e outra, eles me perguntaram (muito timidamente) se eu sabia falar latim. Eu expliquei que só sabia cantar algumas antífonas de Nossa Senhora. Então eles me pediram que lhes ensinasse a Salve Regina. Recorrei à internet para dar-lhes a conhecer o que é de fato canto gregoriano e, com suas liturgias nas mãos, entre acertos e desafinos tivemos nossa primeira aula:

Rodrigo Serva Maciel
Rodrigo Serva Maciel
Fundador da Comunidade Católica Árvore da Vida

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