Você quer jogar comigo?

Carregamos o passado, escolhemos o presente e plantamos o futuro. Esta é a vida real. Mas podemos comparar a nossa vida com um jogo. Temos a mochila poderosa do passado nas costas, o controle super potente das escolhas do presente nas mãos e as sementes do futuro sendo arremessadas pela sola especial dos nossos calçados.

Prepare-se para o jogo! Precisamos carregar nosso passado, bom ou ruim, alegre ou triste, cheio de sucesso ou fracassado, do jeito que ele é, esta é nossa história, irrepetível e imutável. Também precisamos fazer as nossas escolhas do presente. O tempo chamado “AGORA” é cheio delas. Encontramos encruzilhadas a todo momento: o bem e o mal, o melhor e o pior, o meu ou o nosso, o edificar ou o demolir… Escolhemos todo o tempo e a cada escolha vamos definindo o jogo da vida. E assim a cada passo dado deixamos as sementes pelo caminho escolhido e traçado.

O mais importante é: Eu jogo valendo o quê?

Será que eu jogo valendo tudo? Existem muitas pessoas que jogam o jogo da vida valendo tudo. Vale trair, subornar, burlar regras, omitir, roubar, machucar, humilhar, enfim, vale tudo… Se jogo assim, o que interessa é o meu benefício próprio e faço qualquer coisa para alcançá-lo, mesmo que isto fira os outros e vá me transformando em uma pessoa sem valores.

E por falar em valores, é com eles que deveríamos jogar. Jogar com leis que se chamam amizade, respeito, justiça, amor. Contra estas leis não existem argumentos. Mas se jogamos “fora da lei”, plantamos um futuro com sementes envenenadas. Pode até demorar, mas colheremos frutos amargos, podres, azedos.

Jogar valendo tudo nos afasta das pessoas e nos introduz em um caminho solitário, onde a cada dia vou me sentindo mais sozinho. As pessoas feridas por minhas atitudes vão tomando outros rumos. E quanto mais sozinho, mais perdido pelas sendas de minhas escolhas impensadas e egoístas.

Como é difícil retomar o caminho certo… Os atalhos e veredas que tomamos nos conduzem a trilhas perigosas e as consequências de nossas escolhas nos trazem muitas feridas. No final, somos nós mesmos que saímos arranhados pelos espinhos de nossa própria traição, apunhalados pelo nosso próprio roubo, feridos pela nossa própria insensatez.

Neste jogo, existem algumas chances de consertar os erros passados, mas são poucas. Resta-nos rapidamente voltar ao caminho inicial, carregando muitas vezes uma mochila mais pesada por nossos erros, mas desta vez decididos a jogar segundo os valores que existem bem lá no fundo de nós mesmos e que por um tempo escolhemos esquecer.