100 RAZÕES PARA SEGUIR A JESUS – SÃO JOÃO MARIA VIANNEY

100 RAZÕES PARA SEGUIR A JESUS – UM CONTRAPONTO AOS QUE DIZEM: SEM RAZÕES PARA SEGUIR A JESUS

João Maria Vianney nasceu em Dardilly – França, no ano de 1786, e enfrentou o difícil período da Revolução Francesa (1789 – 1799).
A Revolução trouxe a perseguição contra os sacerdotes que mesmo depois dela precisavam se disfarçar para passar despercebidos. Quando o jovem João recebeu a primeira comunhão, levaram carrinhos de feno, colocaram-nos em frente às janelas da casa de sua mãe e começaram a descarregar o material durante a cerimônia para evitar problemas com as autoridades.
Quando a Igreja obteve um pouco de liberdade na França, Pe.Balley, pároco de Ecculy, abriu uma pequena escola para jovens com inquietações vocacionais. João conseguiu ingressar, mas por sua dificuldade nos estudos, esteve a ponto de desistir
João conseguiu ingressar no Seminário Maior de Lyon, mas por seu conhecimento insuficiente do latim, não entendia nem podia responder aos formadores. Pediram-lhe que saísse, o que lhe causou uma imensa dor e desânimo, mas o Pe. Balley novamente o ajudou e seguiu os estudos fora do Seminário em Ecculy, perto de Lyon. Suas qualidades morais superaram qualquer deficiência acadêmica.
Sendo ordenado sacerdote no dia 13 de agosto de 1815 foi enviado para ajudar Pe. Balley, mas as autoridades diocesanas não lhe deram permissão para atender confissões. Pe. Balley intercedeu e foi ele mesmo o primeiro a se confessar com João Maria Vianney.
As autoridades eclesiásticas o enviaram então para o pequeno povoado de Ars, porque pensavam que com suas limitações intelectuais não poderia servir em uma comunidade grande. Ars era uma comunidade cristã descomprometida e sem fervor. Muitos cristãos encontravam-se entregues aos vícios e depravações. Mas, assim que viram como vivia o novo Cura, os paroquianos compreenderam que alguma coisa tinha mudado. Logo de início, pôs-se a restaurar a igreja, que estava caindo aos pedaços, fazendo por suas próprias mãos “o trabalho doméstico de Deus”.
Aos poucos, foi ganhando o amor do povo. Este santo homem era desprendido das coisas materiais, a tal ponto que dormia no chão do quarto, porque doou sua cama. Comia batatas que cozinhava a cada três semanas e comia frias. Ocasionalmente, comia um ovo cozido. Costumava dizer que “o demônio não tem tanto medo da disciplina; mas teme realmente a redução de comida, bebida e sono”.
A tentação era recorrente em sua vida. O Cura d’Ars sofreu a tentação de se sentir incapaz para o serviço que oferecia na cidade. Em uma oportunidade, pediu ao seu Bispo para deixa-lo renunciar e chegou a sair do povoado em três ocasiões, mas regressou todas as vezes. O demônio sempre o molestava insistentemente com ruídos estranhos e fortes durante as noites. Sua intenção era esgotá-lo para que não tivesse forças para atender confissões ou celebrar a Eucaristia. Certo dia, quando o santo estava se preparando para a Santa Missa, o maligno incendiou sua cama. Padre João Maria, sabendo que o inimigo queria deter o ofício divino, deu as chaves do quarto aos que iam apagar o fogo e prosseguiu. “Esse vilão do demônio, não podendo pegar o pássaro, queima a sua gaiola”, foi a única coisa que disse. Tempos depois, o Senhor concedeu ao santo um extraordinário poder de expulsar os demônios das pessoas possuídas.
Uma das sequelas da Revolução Francesa foi a ignorância religiosa. Para remediar esta situação, o santo passava noites inteiras na sacristia preparando e memorizando seus sermões. Mas, por não ter muito boa memória, tinha muita dificuldade de lembrar o que escrevia. Ensinava o Catecismo às crianças e lutou muito para que as pessoas não frequentassem tabernas aos domingos. Em uma de suas homilias chegou a dizer que “a taberna é a tenda do demônio, o mercado onde as almas se perdem, onde se rompe a harmonia familiar”. Pouco a pouco, conseguiu que a taberna se fechasse e que as pessoas se aproximassem de Deus.
No confessionário viveu intensamente seu apostolado, todo entregue às almas, devorado pela missão, integralmente fiel à vocação. Seu nome ficou conhecido muito além dos limites de Ars chegando às aldeias e cidades vizinhas. Nos últimos tempos de vida eram mais de 200 confissões por dia e mais de 80.000 por ano. Mais tarde, concederam ao povoado a permissão de construir uma igreja, o que garantiria a permanência do santo Padre. Em seu amor pela Virgem Maria, consagrou a Paróquia à Rainha do Céu.
Em 4 de agosto de 1859, o Santo Cura D’Ars partiu para o Céu. Foi canonizado em 1925, pelo Papa Pio XI.

A vida João Maria Vianney é sinal maravilhoso da misericórdia de Deus e dele recebemos mais três razões para seguir Jesus:

  •  Os limites intelectuais nunca serão impedimentos para seguir Jesus.
  • O demônio incomoda-se profundamente com a vida dos discípulos, pois ele não quer que sigamos Aquele a quem odeia. Cada vez que nos deixamos conquistar por Jesus e nos empenhamos a seguir Seus passos precisamos estar certos de que entramos em um combate. Jesus já venceu o demônio em sua morte e ressurreição. Não há o que temer.
  • O que fez São João Maria Vianney chegar a Ars não foram suas virtudes, mas suas fraquezas. Era justamente o que a providência de Deus desejava para gerar uma grande transformação na vida da Igreja e de inúmeras pessoas. Quem segue Jesus vê este milagre acontecer: as fraquezas se tornam instrumento útil para o crescimento do Reino.

 

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Ludmila Rocha Dorella

Responsável geral da comunidade. Consagrada da comunidade de vida e celibatária.