Quirguistão

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Um estudo revelou que uma em cada cinco jovens é sequestrada para casar no Quirguistão. Segundo o relatório, elaborado pela Universidade de Duke, além do impacto na vida da mãe, os sequestros influenciam a saúde dos bebês, que costumam nascer menores que a média, provavelmente devido ao estresse psicológico sofrido pelas progenitoras. A prática, conhecida como “ala kachuu” que significa “pegar e fugir”, envolve o possível noivo que sequestra a mulher e afirma que só irá devolvê-la caso ela concorde em se casar. O homem então força a vítima a escrever uma carta de consentimento e usar um véu de matrimônio sobre a cabeça. Em muitos casos, o agressor estupra a jovem para que a vergonha não permita que ela retorne ao seio familiar. Entre 16% e 23% das mulheres no Quirguistão são sequestradas para casar, mas a taxa é muito maior entre o grupo étnico dos quirguizes, onde um terço de todos os casamentos são feitos mediante sequestro. Os quirguizes correspondem a 70% da população de 6 milhões de habitantes do país. Embora o Quirguistão tenha proibido o sequestro de noivas em 2013 e o casamento infantil em 2016, cerca de 12 mil jovens são sequestradas para casamento a cada ano, segundo o Centro de Apoio às Mulheres no Quirguistão.

FONTE: https://oglobo.globo.com/sociedade/uma-em-cada-cinco-mulheres-sequestrada-para-casar-em-pais-da-asia-21657728

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