Eleições presidenciais no Ruanda

As eleições presidenciais no Ruanda, agendadas para agosto, decorrerão num “clima de medo” após duas décadas de ataques, alguns mortais, contra a oposição, os media e os defensores dos direitos humanos, acusou hoje a Amnistia Internacional. A organização de defesa dos direitos humanos, que divulgou hoje o relatório “Ruanda. Um país atormentado por ataques, atos de repressão e assassínios há 20 anos vai eleger um novo presidente”, apelou a reformas políticas sérias no país. “O governo ruandês deveria começar por impedir as restrições e assédio dos candidatos da oposição e seus apoiantes nas próximas eleições em agosto de 2017. Deve comprometer-se a permitir que os ruandeses usufruam plenamente dos seus direitos à liberdade de expressão e associação”, afirmou o diretor regional da AI, Muthoni Wanyeki. O relatório refere vários casos de atentados à liberdade de expressão e de repressão contra jornalistas, políticos e defensores dos direitos humanos desde 1995, um ano depois da tomado do poder pela Frente Patriótica Ruandesa (FPR), do atual presidente, Paul Kagame.

Fonte: Jornal de Notícias