100 RAZÕES PARA SEGUIR A JESUS – JOÃO BATISTA

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João, cognominado Batista, é filho de Zacarias e Isabel. Zacarias era sacerdote e, como sua esposa, de idade avançada. Ambos não tinham filhos e Isabel era estéril. Ter filhos? Terminara-se a esperança. Até que o Arcanjo Gabriel apareceu a Zacarias enquanto estava em serviço no santuário, dizendo-lhe que o Senhor lhes daria um filho. Incrédulo, fica mudo até o nascimento de seu primogênito, que será chamado João. Ele será consagrado ao Senhor e será profeta do Altíssimo, como cantou seu pai no dia de sua circuncisão quando Deus lhe devolveu a fala.
João, entretanto, não será mais um profeta de Israel. Ele será o profeta que vislumbrará o Messias anunciado e esperado por todos os profetas. Assim, João apontará com o próprio dedo o Cordeiro de Deus e indicará aos seus próprios discípulos o caminho que devem seguir: o Cristo. Ele será conhecido também como o Precursor, pois foi eleito por Deus para preparar a primeira vinda de Cristo e o faz através da pregação da palavra e de um batismo de conversão, razão pela qual foi cognominado Batista.
Após indicar a todos quem era o Cordeiro de Deus que veio tirar o pecado do mundo, ele desaparece quase por completo nos Evangelhos, confirmando sua vocação de desaparecer para que Cristo aparecesse. Em duas ocasiões especiais ouviremos falar de João Batista (fora isso, apenas de passagem): em um envio que ele fez de seus discípulos para saber se realmente Jesus era o Messias e por ocasião de sua morte. Dessas duas ocasiões podemos aprender duas coisas: a primeira é que mesmo em sua grande vida de profecia ele teve momentos de dúvidas. Tamanha era a novidade na mensagem de Jesus que o próprio João, primo de Jesus, tem dúvidas sobre seu messianismo. Em sua morte, vemos como Deus, mesmo amando profundamente seus profetas, não evita seu fim mesmo diante de uma banalidade como um rei atendendo um capricho de uma jovem dançarina.
Ora, o que Jesus quer dizer a nós através da vocação de João Batista? Creio que, em primeiro lugar, jamais devemos perder a esperança de um chamado de Deus em nossa vida, pois Ele cuida de tudo e sabe o tempo e o momento em que nossa vocação deve frutificar. Em segundo lugar, que quando assumimos uma vocação ela deve ser vivida em função de Jesus, de tal maneira que devemos buscar sempre desaparecer para que Ele apareça. Nossa vocação é sempre em função de preparar um lugar para Ele no coração das pessoas. Finalmente: não há ninguém que tenha sido chamado por Jesus, por maior que seja o chamado, que não tenha em algum momento duvidado. As dúvidas não são nossas inimigas. Elas podem nos servir em muito para fortalecer nossa vocação. E: seguir Jesus não significa estar protegido contra as maldades de um mundo que trata o sagrado como banal. Ao contrário, muitos profetas e discípulos foram e são mortos por caprichos humanos. Quem sou eu para querer seguir Jesus com o “privilégio” de não ser rejeitado? Assim, temos ao menos mais dois motivos para seguir Jesus:

  • Devo seguir a Jesus por querer que Ele seja cada vez mais amado e conhecido, devendo eu não buscar fama e prestígio, mas querer sumir para que Ele apareça.
  • Devo seguir a Jesus porque Ele é minha segurança e o será sempre, ainda que eu perca a minha vida, pois estar seguro em Deus não significa estar protegido da maldade que o mundo pode fazer contra meu corpo. Ainda que me façam o mal na carne, estou seguro porque minha alma está guardada por Aquele que me chamou desde o ventre de minha mãe, como chamou a João Batista.
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