100 RAZÕES PARA SEGUIR A JESUS – SANTO AGOSTINHO

100 RAZÕES PARA SEGUIR A JESUS – UM CONTRAPONTO AOS QUE DIZEM: SEM RAZÕES PARA SEGUIR A JESUS

Agostinho nasceu no ano de 354 em Tagaste, norte da África. Era filho de Patrício, um oficial romano pagão, e Santa Mônica, cristã fervorosa que se dedicou em oração para a conversão de sua família. Mônica educou os filhos na fé, mas Agostinho em sua juventude se deixou arrastar pelos maus exemplos.
Aos onze anos, Agostinho foi enviado para uma escola a 30 quilômetros de Tagaste. Ali aprendeu literatura latina e as práticas e crenças pagãs. Aos dezessete, Agostinho mudou-se para Cartago para estudar retórica. Embora tenha recebido uma educação cristã, passou a seguir o maniqueísmo, para desgosto de sua mãe. Como todos os jovens de sua época e classe social, Agostinho adotou um estilo de vida entregue aos prazeres, associando-se a outros jovens que se vangloriavam de suas aventuras. Os mais velhos estimulavam os mais inexperientes a contar ou inventar histórias sobre aventuras para que fossem aceitos. É deste período uma famosa oração de Agostinho, “Senhor, conceda-me castidade e continência, mas não ainda”.
Dois anos depois, Agostinho iniciou um romance com uma jovem cartaginense com quem manteve-se amasiado por mais de treze anos. Nesta relação gerou seu único filho:  Adeodato.
Entre 373 e 374, Agostinho ensinou gramática em Tagaste. No ano seguinte, passou a dirigir uma escola de retórica em Cartago e lá permaneceu por nove anos. Incomodado com o comportamento indomável de seus alunos, fundou em 383 uma escola em Roma, onde acreditava estarem os maiores e mais brilhantes retóricos. Entretanto, se desapontou com a apatia com que foi recebido pelas escolas romanas. Em 384, Agostinho, por meio de seus amigos maniqueístas, assumiu o trabalho de professor de retórica para a serviço na corte imperial em Milão, alcançando assim a mais expressiva de todas as posições acadêmicas do mundo latino.
Aos poucos foi se afastando do maniqueísmo e se aproximando do ceticismo. Mas em Milão, Agostinho foi fortemente influenciado pelo cristianismo através do bispo Ambrósio  que, como ele, era um mestre na retórica, no entanto era mais velho e mais experiente.
Em Milão, Agostinho permitiu que sua mãe lhe arranjasse um casamento e foi por isso que ele abandonou sua concubina. Em suas “Confissões”, ele admitiu que a experiência da separação acabou amortecendo gradualmente sua sensibilidade à dor. Agostinho teve que esperar por mais dois anos até que sua noiva atingisse a idade para casar e logo em seguida tomou uma nova concubina. Ele finalmente terminou o noivado com sua prometida (que tinha onze anos), mas não retomou o relacionamento com nenhuma de suas antigas concubinas. Seu amigo Alípio de Tagaste foi o responsável por afastar Agostinho do casamento ao ensinar-lhe que jamais poderia viver no amor à sabedoria se casasse.
No ano de 386, depois de ouvir a história da vida de Santo Antão, Agostinho se converteu. Como ele próprio contou, a conversão foi incitada por uma voz infantil que ele ouviu pedindo-lhe para “tomar e ler” o que ele entendeu ser um comando divino para abrir a Bíblia e ler. Agostinho abriu na Epístola aos Romanos nos capítulos 12 ao 15::
“Andemos honestamente como de dia, não em orgias e bebedices, não em impudicícias e dissoluções, não em contendas e ciúmes; mas revesti-vos do Senhor Jesus Cristo, e não vos preocupeis com a carne para não excitardes as suas cobiças. ” (Rm 13,13-14)
Ambrósio batizou Agostinho e seu filho Adeodato na Vigília da Páscoa de 387.  No mesmo ano, a família decidiu voltar para a África, mas Mônica morreu em Óstia, perto de Roma, quando se preparava para embarcar. Logo depois, Adeotato também faleceu e Agostinho, entristecido, vendeu todo seu patrimônio e deu o dinheiro aos pobres, mantendo apenas a casa da família, que ele transformou em um mosteiro para si e alguns amigos.
Em 391, foi ordenado sacerdote em Hipona e rapidamente tornou-se um pregador muito famoso um ardoroso adversário do maniqueísmo. Em 395, foi nomeado bispo de Hipona.
Neste período, Agostinho trabalhou incansavelmente pela conversão de seu rebanho. Apesar de ter deixado o mosteiro, continuou a levar uma vida austera. Para seus companheiros, deixou uma regra que fez com que, muito depois, fosse considerado como o “padroeiro do clero regular”.
Agostinho passou seus últimos dias em oração e penitência, com salmos pendurados nas paredes de seu quarto para que pudesse lê-los. Antes de morrer, ordenou que a biblioteca da igreja de Hipona e todos os seus livros fossem cuidadosamente preservados.  Faleceu em 28 de agosto de 430.
Agostinho foi canonizado por aclamação popular e foi depois reconhecido como Doutor da Igreja em 1298 pelo papa Bonifácio VIII.
Os escritos deixados por Agostinho de Hipona tem grande valor filosófico e teológico que conservam sua riqueza e atualidade mesmo com o passar de quase dezesseis séculos.

Este grande homem nos dá mais quatro razões para seguir Jesus:

  • Nossa vida é amparada pelas orações de muitas pessoas que nos amaram e suplicaram para que fôssemos fiéis a Deus. Muitas delas são conhecidas por nós. Outras tantas nunca conheceremos. Seguir Jesus é uma resposta de amor sustentada pela oração de nossos antepassados, nossos amigos, familiares e de toda Igreja.
  • Seguimos Jesus porque os caminhos perfeitos da Providência nos levam à graça da conversão. Ele nos tira do erro, das convicções adoecidas da nossa inteligência, da obstinação por uma falsa verdade e nos atrai com a força de Sua Palavra. Seguimos Jesus por estarmos certos de que seguimos a verdade.
  • Seguimos Jesus porque Ele perdoa nossos muitos pecados e nos reconduz à pureza. Jesus cura as marcas que o pecados deixou em nossa alma, mente e corpo. No perdão nos tornamos humildes e conscientes na necessidade que temos da Graça de Deus.
  •  Seguimos Jesus porque devemos escrever com nossos próprias vidas uma obra que precisa ser deixada para a posteridade. O livro das nossas vidas é uma herança que Jesus deseja deixar para aqueles que vierem depois de nós como expressão do poder de Deus que age na vida daqueles a quem Ele chama.
compartilhar

Ludmila Rocha Dorella

Responsável geral da comunidade. Consagrada da comunidade de vida e celibatária.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *